Cacho de Marfim - Buckinghamia celcissima

Este mês nossa planta é um lançamento nacional, foi apresentada na Fiaflora 2008 e encantou o público pela florada exuberante.

Árvore de folhagem perene nativa do nordeste da Austrália e pertencente à família das proteáceas. Quando cultivada seu porte varia entre 7 e 8 metros.
Suas folhas quando jovens são lobadas e em fase de brotação apresentam coloração avermelhada o que as torna muito decorativas.
A floração ocorre de dezembro a fevereiro com flores que lembram bastante as das grevilleas porém em maior tamanho (15 a 20 cm.) e maior quantidade. Estas flores são suavemente perfumadas e muito melíferas.  Na Austrália ela é bastante usada em arborização urbana em locais de clima tropical e subtropical preferindo solos ricos em matéria orgânica.
No Brasil vem sendo utilizada no paisagismo em pequenas quantidades devido ao fato de ser pouco conhecida , seu desenvolvimento é bastante rápido e inicia a floração entre 2 a 3 anos.   Esta  planta  foi  uma  de  nossas  novidades apresentadas na Fiaflora 2007 com material obtido em nossas coleções .

 

 


Luz :   Pleno sol .

Solos :  Ricos em matéria orgânica . Evitar solos compactados.

Clima :  Tropical e subtropical.

Origem :  Austrália .

Roda de Fogo ou Árvore do Rotary

Roda de Fogo ou Árvore do Rotary  -  Stenocarpus  sinuatus

O nome do gênero vem do grego stenos (estreito) e karpos (fruto), isso devido ao formato dos frutos  que são estreitos e achatados. A espécie sinuatus (sinuoso) vem do latim e se refere às margens onduladas  das  folhas.  O gênero Stenocarpus reúne 22 espécies de plantas de folhagem perene incluindo arbustos e árvores  pertencendo à família das  proteáceas. Estas espécie estão distribuídas  pela Malásia,  Nova  Caledônia  e  principalmente Austrália.
Sem dúvida nenhuma a árvore Roda de Fogo  (Stenocarpus sinuatus) que também é conhecida como Árvore do Rotary é a mais  bela  representante desse gênero.  Esta árvore com tamanho variável entre 9 e 21  metros é endêmica das florestas úmidas e quentes da costa leste da Austrália e apresenta crescimento vertical. A sua floração é um dos mais belos espetáculos da natureza, pois  suas  inflorescências  de  coloração vermelho-fogo saem diretamente dos galhos em cachos de 8 a 10 cm de diâmetro  cobrindo os ramos quase que totalmente.  O desenho  individual  da  flor  lembra uma engrenagem denteada o que a levou a ser comparada com  o  símbolo dos rotarianos passando a ter mais um nome popular: Árvore do Rotary.

A empresa Dierberger introduziu esta planta em suas coleções no início da década de 70 e curiosamente com material  procedente  da  Nova Zelândia e não da Austrália. Hoje as árvores plantadas na Fazenda Citra já são adultas e florescem várias vezes ao ano.

Dicas de cultivo: Pode ser plantada em qualquer época do ano em covas de 50 cm. de diâmetro por 50 cm.  de  profundidade  adubadas com 20 litros de esterco de curral mais 500 gramas de superfostato simples.

Solos: Ricos em matéria orgânica e bem drenados.

Luz:
Pleno sol.

Clima: Temperado a tropical

 

 

 

Teca - Tectona grandis

Nossa planta deste mês foi especialmente escolhida para margens de lagos, estradas,  reflorestamento e locais abertos.

A Teca é uma árvore de porte exótico e florada abundante.

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Rainha das Árvores - Amherstia nobilis

Toda a beleza de uma árvore conhecida por sua floração exuberante e seu porte majestoso e chamada pelos ingleses como "Orgulho de Burma".

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Trepadeira Jade Vermelha

Jade Vermelha A TREPADEIRA JADE VERMELHA

A mais bela das trepadeiras,  a mais cobiçada por colecionadoes, conheça tudo sobre seu cultivo e trato.

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A Pitaya na Dierberger

Pitaya

É uma fruta pertencente à família das cactáceas e é conhecida mundialmente como  "Dragon Fruit", Fruta-do-Dragão.

É fruta de aparência muito bonita e diferente, além de produzir flores noturnas de rara beleza com grande potencial ornamental. De acordo com a espécie seus frutos podem ser de cor amarelo-vivo ou vermelho externamente, de polpa branca translúcida com minúsculas sementes como o Kiwi e de sabor suave e muito agradável. Em algumas espécies a polpa é de coloração vermelha com tonalidade mais forte que a casca e são atualmente as mais procuradas para plantios comerciais.
Durante muito tempo seu consumo foi restrito às mesas norte-americanas, européias e australianas, chegando ao Brasil na década de 90 através de importações da Colômbia, o que despertou o interesse dos fruticultores brasileiros.
Aqui na Fazenda Citra em Limeira nós iniciamos nossos testes com esta fruta em 1991 através de material introduzido por um grande colaborador , o Sr. Mário Nogueira Rangel, pesquisador da Enciclopédia Britânica. Ele consumiu a fruta em uma de suas inúmeras viagens à América Central e logo pensou na implantação desta frutífera de fácil cultivo no Brasil com grandes perspectivas econômicas.
Grande entusiasta da fruticultura o Sr. Mario Nogueira Rangel também nos trouxe material de outras frutíferas exóticas como
o Mamey ( Callocarpum sapota ) e Akee ( Blighia sapida ) entre outras. De boa parte destas espécies não obtivemos o mesmo sucesso das Pitayas devido a fatores climáticos limitantes. No que diz respeito às espécies de Pitayas tivemos bastante êxito, hoje já temos várias dessas plantas produzindo em nossa coleção e já estamos iniciando a produção de mudas das seguintes espécies, veja na próxima página.



-              PITAYA VERMELHA DE POLPA BRANCA
( Hylocereus undatus, (Haw.) Britton & Rose
De origem incerta, provávelmente Caribe e Indias  Ocidentais.

- PITAYA VERMELHA DE POLPA VERMELHA
( Hylocereus costaricensis, F.A.C. Weber) Britton & Rose
Originária da Nicarágua, Costa Rica e Panamá


-              PITAYA AMARELA
( Selenicereus megalanthus, K.Schum. ex Vaupel ) Moran             
Originária da Bolivia, Colômbia, Equador e Peru.
Obs. Esta espécie ainda não esta produzindo.

- PITAYA PEQUENA OU SABOROSA
( Selenicereus setaceus, Salm-Dyck ) Werdermann
Originária da Argentina, Bolivia, Brasil e Paraguai             
Obs. Esta espécie nos foi trazida por nosso amigo  e colaborador de Patos de Minas , Prof. Adelicio
Pereira da Silva.

Temos ainda outras espécies plantadas na coleção e que ainda não produziram frutos : Hylocereus  polyrhizus ,
Hylocereus ocamponis, Hylocereus guatemalensis e Hylocereus  broxensis.

Dicas de cultivo

Origem: As espécies são nativas do continente americano sendo que as espécies mais comerciais se concentram na América Central e México. Temos uma espécie de excelente qualidade aqui na América do Sul porém de frutos menores, a Selenicereus setaceus, conhecida também como Saborosa ou Pitainha.

Clima: Pode ser cultivada em diversas altitudes, desde o nível do mar até acima de 1000 metros, preferindo temperatura média entre 18 a 26 graus centígrados. Chuvas de 1200 a 1500 mm ao ano são ideais para o desenvolvimento da cultura, porém também se desenvolve em climas mais secos.

Solos: Os solos que oferecem melhores condições para o desenvolvimento do cultivo são os de pH entre 5.5 e 6.5 e não compactados . Devem ser ricos em matéria orgânica, bem drenados e de tex tura bem solta.

Espaçamento: O tutoramento com mourões é fundamental. Pode ser feito com mourões de madeira tratada, postes de concreto e até caules de frutíferas ( ex. tangerineiras, laranjeiras, etc.) que após podados podem ser usados para tutoramento. Um espaçamento sugerido usando os tutores seria 3 metros entre as plantas e 4 metros entre as ruas, podendo ser plantada 1 ou 2 mudas por tutor. Lembramos também que em plantios domésticos a Pitaya pode ser plantada em caules de árvores preferencialmente de porte baixo para não dificultar a colheita. Alguns produtores fixam quadros de madeira no ápice dos mourões para um melhor tutoramento o que onera um pouco mais o trabalho porém com resultados melhores.

Plantio: Plantar em covas de 40cm de diâmetro por 40cm de Profundidade juntando uns 10 litros de esterco de curral (ou 2 kg de húmus de minhoca) mais 300g de farinha de ossos (ou super-fosfato simples). Misturar bem os adubos à terra da cova antes do plantio. O sombreamento das mudas novas é aconselhável quando as plantas estiverem estocadas em viveiros sombreados. Este sombreamento pode ser feito de maneira simples com folhas de palmeiras fincadas verticalmente ao lado da muda .

Produção: Em literaturas internacionais são citadas produções de 14 toneladas por hectare para a Pitaya Amarela (Selenicereus megalanthus ) e para a Pitaya Vermelha de Polpa Branca ( Hylocereus undatus ) 30 toneladas por ha, isto anualmente. No Vietnam os plantadores conseguem até 40 ton por ha, provávelmente isto se deve ao sistema de condução da planta , pois podas aumentam a brotação de galhos na planta e consequentemente haverá mais flores e frutos. A irrigação nos períodos mais sêcos, desde que sem encharcamentos, também acelera o desenvolvi mento da planta. Vale lembrar que plantas que estiverem em situação de estresse hídrico prolongado não devem ser irrigadas abundantemente pois correm o risco de apodrecimento.

Obs. Evitar pulverizações com defensivos químicos pois os mesmos podem interferir no sabor dos frutos. Para fungos usar preferencialmente calda bordaleza.

Imagens:

www.fazendacitra.com.br e www.luisbacher.com.br